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Reestreia celebra o vigésimo aniversário deste clássico, que foi pioneiro e abriu as portas para uma onda de grandes produções sul-coreanas subsequentes, incluindo o vencedor do Oscar “Parasita” e o sucesso da Netflix “Round 6”.

A produção foi o ponto de partida para a entrada sul-coreana na cultura pop de todo o mundo.

A restauração foi conduzida utilizando o negativo original em 35mm, sob a supervisão do diretor Park Chan-wook.

 

Hoje, o acesso a filmes aclamados como “Parasita”, vencedor do Oscar em 2019, ou a séries de sucesso global como “Round 6” da Netflix, além do fenômeno do K-pop com grupos como BTS e Blackpink, é possível graças ao marco cinematográfico que é Oldboy, dirigido por Park Chan-wook. O aclamado filme de 2003, que abriu os horizontes do mundo para a riqueza da cultura sul-coreana, está de volta às telas de cinemas em todo o Brasil, a partir desta quinta-feira, 21 de setembro, em uma versão remasterizada em 4K para celebrar os 20 anos de seu lançamento. No Distrito Federal, o Cine Brasília é um dos cinemas a exibir esta obra que cativou fãs ao longo dessas duas décadas.

Na narrativa, Oh Dae-su (interpretado por Choi Min-sik) é misteriosamente detido em um apartamento por um período de 15 anos. Ao finalmente recuperar sua liberdade, ele se depara com uma acusação de assassinato envolvendo sua esposa. A partir desse ponto, a trama desencadeia uma agitada corrida protagonizada por Dae-su, que busca incansavelmente desvendar a identidade de seus raptores e o verdadeiro culpado pela morte de sua esposa, movido pela determinação de buscar vingança.

O filme passou por um processo meticuloso de restauração e remasterização, utilizando o negativo original em 35mm, sob a supervisão direta do renomado diretor Park Chan-wook. Esta iniciativa proporciona ao público a oportunidade de apreciar a obra-prima cinematográfica de Park com uma qualidade de imagem e som excepcionais.

Essa nova versão do filme já está em exibição na Itália, Hong Kong, Singapura, Portugal, Rússia, Indonésia, Japão, Canadá, Austrália, Romênia, e em breve estará disponível na Alemanha, França, África do Sul e nos Estados Unidos. No Cine Brasília, o filme fica em cartaz até 29 de setembro com sessões às 14h30.

 

CINE BRASÍLIA E A ACESSIBILIDADE

 

O compromisso do Cine Brasília com a acessibilidade é um exemplo de como a cultura e o entretenimento devem ser inclusivos. No dia 21 de setembro é celebrado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência e o Cine Brasília destaca a importância de respeitar e valorizar a diversidade, tornando o cinema uma experiência para todos.

A estrutura do Cine Brasília oferece acesso plano desde a rua, rampas com inclinação adequada para a plateia, assentos reservados para pessoas com deficiência física e seus acompanhantes, bem como assentos grandes em diferentes setores. Além disso, o cinema conta com piso tátil para orientação de visitantes com deficiência visual, sinalização adequada em toda a área, estacionamento com vagas reservadas e um sanitário adaptado.

O compromisso do Cine Brasília com a acessibilidade vai além da infraestrutura. No início deste ano, a gestão compartilhada entre Box Cultural e Secretaria da Cultura e Economia Criativa do DF deu um passo importante ao receber um grupo de pessoas com deficiência para mapear melhorias na acessibilidade predial e sistêmica. Esta iniciativa reflete o comprometimento da atual direção do equipamento público com a experiência cinematográfica completa do público PCD. Foi também deste grupo que surgiu a demanda de sessões acessíveis durante a tarde, pela disponibilidade de transporte público. As exibições especiais e gratuitas de filmes com os recursos de acessibilidade – legendas, janela de Libras e audiodescrição – projetados em tela acontecem no último sábado de cada mês. Durante estas exibições, a sala fica a meia luz e tem som reduzido para pessoas com espectro autista.

Um dos grandes benefícios que o Cine Brasília oferece para pessoas com deficiência é que elas têm entrada gratuita, com direito a um acompanhante, em todas as sessões do Cine Brasília mediante apresentação de laudo ou cadastro prévio.

O Cine Brasília também demonstra um compromisso contínuo com a conscientização e o treinamento de sua equipe. Uma oficina chamada “Acessibilidade na prática: Atendimento e Inclusão” foi ministrada por Alê Capone e Daniela Louvores para o grupo de funcionários. O conteúdo foi gravado e está disponível online para acesso público na página do YouTube do Cine Brasília.

Além disso, o Cine Brasília conta com pessoas com deficiência em seu conselho consultivo, tornando as reuniões online abertas ao público e promovendo a escuta de diversas perspectivas.

Em janeiro deste ano, o Cine Brasília anunciou uma parceria com os aplicativos MobiLoad  e MovieReading, que oferecem os recursos de acessibilidade de legendas, janela de Libras e audiodescrição. Para mais conforto do público PCD, a atual gestão disponibiliza tablets para acesso e uso destes apps. Só nos últimos três meses foram exibidos 15 filmes no Cine Brasília com recursos de acessibilidade por meio desses aplicativos.

Nesta Cine Semana, continuam em exibição a animação A Ilha dos Ilús, de Paulo G. C. Miranda, que conta com recursos através do MovieReading, e o longa Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho, com recursos no MobiLoad.

 

SESSÃO ESPECIAL 

 

O dia 28 de setembro é definido como o Dia Latino-americano e Caribenho de Luta pela Descriminalização e Legalização do Aborto. Para marcar a data, o Cine Brasília em parceria com a Gênero e Número exibirá o documentário Verde-Esperanza: Aborto Legal na América Latina, dirigido por Maria Lutterbach, no dia 25, às 19h. A sessão gratuita contará com um debate após a exibição do filme com a participação de importantes vozes femininas do cenário político e social brasileiro.

O documentário aborda a luta das lideranças feministas no Brasil contra o retrocesso na legislação sobre o aborto. Além disso, ele oferece um olhar esclarecedor sobre como a descriminalização do aborto foi alcançada na Argentina e na Colômbia, mostrando os caminhos para a conquista desse direito fundamental para as mulheres.

A sessão especial acontece em um momento crucial para a discussão da descriminalização do aborto no Brasil. Vale destacar que a ministra Rosa Weber votará entre os dias 22 e 28 de setembro a ADPF 442, que visa a descriminalização do aborto até a 12ª semana. O evento é gratuito e aberto ao público e promete ser uma importante ocasião para todas as pessoas interessadas em questões de gênero, direitos reprodutivos e justiça social.

O debate contará com a participação de Clara Wardi, representando o Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA), Gabriela Rondon, do Anis – Instituto de Bioética, Thaisa Magalhães, da Frente Nacional Pela Legalização do Aborto (Fnpla), também estará presente a deputada Erika Kokay, do PT/DF, que faz parte da Frente Parlamentar Feminista Antirracista e Ramênia Vieira, representando o Intervozes. A mediação do debate ficará a cargo de Vitória Régia Da Silva, da associação Gênero e Número.

 

ESTREIA DA SEMANA

 

Esta semana estreia no Cine Brasília o documentário Adeus, Capitão, de Vincent Carelli e Tatiana Almeida. A obra mergulha na vida e no impacto duradouro do Capitão Krohokrenhum, líder do povo indígena Gavião no Pará, até seu falecimento em 2016. O filme acompanha de perto a luta do cacique para preservar e reconstruir a rica história de seu povo, desde os primeiros registros capturados em VHS. Mais tarde, o enfoque se transfere para suas filhas e netas, que continuam a dedicar-se à jornada de preservação da herança cultural de forma igualmente apaixonada. O filme segue com sessões até o dia 27.

Dando continuidade à iniciativa de apresentar curtas-metragens antes de um filme em exibição, ainda dentro da temática da luta indígena, o curta que abrirá as sessões de Adeus, Capitão é o vencedor do Curta Brasília 2018, Entre Parentes, de Tiago Aragão. Com 27 minutos de duração, o filme é um apelo à manutenção de nossa indignação perante uma realidade que merece nossa atenção e reflexão contínuas. O documentário se concentra nas deliberações de uma comissão parlamentar nos pós-impeachment de 2016, destacando os indígenas à margem, enquanto os agentes do sistema desacreditam as instituições reguladoras em benefício de agendas obscuras.

Os ingressos para as sessões regulares no Cine Brasília custam R$ 20 (inteira) e R$ 10

(meia), com exceção das segundas-feiras, que tem entrada no valor único de R$5,00, e podem ser adquiridos na bilheteria do cinema ou no SITE.

SERVIÇO – CINE BRASÍLIA
Endereço: Asa Sul Entrequadra Sul 106/107 – Brasília, DF, 70345-400.
Informações pelo WhatSApp: 61 99878-2198 ou contato.cinebrasilia@gmail.com
Ingressos à venda na bilheteria ou pelo link: ingresso.com/cinema/cine-brasilia

 

PROGRAMAÇÃO 21 A 27 DE SETEMBRO

 

QUINTA-FEIRA, 21/09
10h00 — A Ilha dos Ilús
14h30 — Oldboy
17h00 — Entre Parentes (27 min) + Adeus, Capitão
21h00 —Retratos Fantasmas

SEXTA-FEIRA, 22/09
10h00 — A Ilha dos Ilús
14h30 — Oldboy
17h00 — Entre Parentes (27 min) + Adeus, Capitão
21h00 —Retratos Fantasmas

SÁBADO, 23/09
10h00 — A Ilha dos Ilús
14h30 — Oldboy
17h00 — Entre Parentes (27 min) + Adeus, Capitão
21h00 —Retratos Fantasmas

DOMINGO, 24/09
10h00 — A Ilha dos Ilús
14h30 — Oldboy
17h00 — Entre Parentes (27 min) + Adeus, Capitão
21h00 —Retratos Fantasmas

SEGUNDA, 25/09
15h00 — Entre Parentes (27 min) + Adeus, Capitão
19h00 — Sessão especial Verde-Esperanza: Aborto Legal na América Latina + debate

TERÇA-FEIRA, 26/09
10h00 — A Ilha dos Ilús
14h30 — Oldboy
17h00 — Entre Parentes (27 min) + Adeus, Capitão
21h00 —Retratos Fantasmas

QUARTA-FEIRA, 27/09
10h00 — A Ilha dos Ilús
14h30 — Oldboy
17h00 — Entre Parentes (27 min) + Adeus, Capitão
21h00 —Retratos Fantasmas

 

Curtiu a programação?  Acompanhe os horários no site e aproveite para assistir importantes obras do audiovisual ao longo da semana. Desde 2022, a casa do cinema brasileiro possui uma nova gestão compartilhada entre a OSC Box Cultural e a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal. O espaço cultural segue sob a direção geral de Sara Rocha e curadoria de Sérgio Moriconi.

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